sexta-feira, fevereiro 23, 2007



O MEU GRITO

Tal como um raio revela
A sobeja cobardia
Que perfidamente intenta
Emaranhar a lisura
Em jogos de infame intriga,
O grito incontido desvenda
O perverso estratagema
Do calculista na sombra
Que o meu grito estraçalha
Na caverna onde se acoita
Rasgo a mudez do silêncio
Do meu grito se faz eco
E tal eco se faz canto
Alastrando no céu limpo
Revelo a nítida auréola
E o meu grito desabrocha
Em flor, borboleta que voa
Transluzindo evidência
Isento esplendor da alma!

Maria Petronilho

1 comentário:

FERNANDO REIS COSTA disse...

PREZADA POETISA!
SENTI UM ESPECIAL APREÇO PELOS SEUS BLOGS, E MUITO PARTICULARMENTE POR ESTE DELICIOSO POEMA. SERÁ QUE ME PERMITE A HONRA DE O DECLAMAR NO PROGAMA DE RÁDIO (BRASIL) EM QUE PARTICIPO ÁS TERÇAS E SEXTAS, NA RUBRICA "EU...VOCÊ E A POESIA"...?
ESTA RÁDIO É SINTONIZÁVEL PELA INTERNET, em: - www.novonordeste.com -.
A RUBRICA VAI PARA O AR CERCA DAS 00.30 (HORA DE PORTUGAL).
SERIA UM PRAZER!
MUITO GRATO, DESDE JÁ,
FERNANDO