terça-feira, janeiro 27, 2004

Minha sina
Ser Mulher
Etéreo suave ser
Como um insecto
Uma flor
Minha essência
Voar
E
Sorrir
Multiplicar
Em mim cultivar
Amor!
AINDA ME SINTO VOANDO
COMO UM PÁSSARO NO VENTO

AINDA SORRIO E CHORO
DE PURO ENCANTANTAMENTO

AINDA GUARDO CÁ DENTRO
MEU SONHO DE AMOR-PERFEITO

AINDA SINTO O FULGOR
LUZINDO DENTRO DO PEITO

E ME DIVIRTO, MENINA,
SOPRANDO BOLHAS DE ESPUMA


AINDA SINTO A MAGIA
QUE POR NADA ME EXTASIA

AINDA SOU COMO OUTRORA
HEI-DE SEMPRE SER, POETA!






AINDA ME SINTO VOANDO
COMO UM PÁSSARO NO VENTO

AINDA SORRIO E CHORO
DE PURO ENCANTANTAMENTO

AINDA GUARDO CÁ DENTRO
MEU SONHO DE AMOR-PERFEITO

AINDA SINTO O FULGOR
LUZINDO DENTRO DO PEITO

E ME DIVIRTO, MENINA,
SOPRANDO BOLHAS DE ESPUMA


AINDA SINTO A MAGIA
QUE ME POR NADA ME EXTASIA

AINDA SOU COMO OUTRORA
E HEI-DE SEMPRE SER, POETA!






sem asas ainda tento
subir pelo céu adentro
ir mais além do luar
além do solo cinzento
que tanto me faz chorar

sem asas ainda voo
ao encontro do futuro
por cima das rubras chamas
ultrapasso o grande muro

aonde o desespero
nos deixa de mãos caídas

sem asas ainda tento
levantar as nossas vidas




... Talvez!

As pétalas que juntei
E onde meus sonhos lancei
No horizonte entrevisto
Do brilho no teu olhar

Cheguem, jangada lançada,
Ao cais que quero alcançar

Divagam em mares de amar
Minhas letras de trovar

Devaneiam sem saber
Se nos mares vou achar
Um porto onde amarar

... Talvez!

Meu constante buscar
Se acoste ao teu procurar!

... Talvez!

As pétalas de flores que juntei
E onde meus sonhos lancei
No horizonte entrevisto
Do brilho no teu olhar

Cheguem, jangada lançada,
Ao cais que quero alcançar

Divagam em mares de amar
Minhas letras de trovar

Devaneiam sem saber
Se nos mares vou achar
Um porto onde amarar

... Talvez!

Meu constante buscar
Se acoste ao teu procurar!

ADEUS PORTUGUÊS


SERENO
ACENO NA TARDE
INQUIETA VELA
NO ROXO RIO
ASA DE BORBOLETA
UM INSTANTE
ASA DELTA
DOCE CORAÇÃO
ROSADO NO CÉU

SUSPENSO
BRILHO DE GOTA
UNIVERSAL
REFLEXO

PÉTALA EM QUEDA
NA BEIRA MAGOADA
DO OLHAR.

QUEM SOU?!


Sou aquela
Solta luz
Que apaga
Os passos
Passados na sombra
No vento vai
Solta sinfonia
Sou alma
Saindo da bruma
Na brisa fresca
Da manhã rosa
Desabrochada
Em ouro anil
Lua cheia
Na tarde cinza
Persistente
Estrela da matina
Em dueto largo
Com o sol madrugador
Vigiando o descerrar
Da ânsia contida
Em cada
Botão de flor!


Não sei de onde brota

A música que sinto.

Estou suspensa no infinido

E danço

Num solitário compasso

Em silêncio

No imenso palco do mundo



Movem-se meus passos

Na vacuidade do abismo

Deslaçada de tudo

Derivo

Entre imaginárias notas

Ou gotas

Amargas como absinto.

Eu, habituada ao fulgor

Do sol nas ondas

Ao doce reverbero nos grãos

De areia nas dunas,

Sou concha que rebola

Na rebentação de uma praia

Onde o coração do mar

Está ausente, distante.


Deixando-me balançar

Algures, sozinha.



Não sei de onde brota

A música que sinto.

Estou suspensa no infinido

E danço

Num solitário compasso

Em silêncio

No imenso palco do mundo



Movem-se meus passos

Na vacuidade do abismo

Deslaçada de tudo

Derivo

Entre imaginárias notas

Ou gotas

Amargas como absinto.

Eu, habituada ao fulgor

Do sol nas ondas

Ao doce reverbero nos grãos

De areia nas dunas

Sou concha que rebola

Na rebentação de uma praia

Onde o coração do mar

Está retraído, distante.



Bailando algures, sozinha.



Não sei de onde brota

A música que sinto.

Estou suspensa no infinido

E danço

Num solitário compasso

Em silêncio

No imenso palco do mundo



Movem-se meus passos

Na vacuidade do abismo

Deslaçada de tudo

Derivo

Entre imaginárias notas

Ou gotas

Amargas como absinto.

Eu, habituada ao fulgor

Do sol nas ondas

Ao doce reverbero nos grãos

De areia nas dunas

Sou concha que rebola

Na rebentação de uma praia

Onde o coração do mar

Está retraído, distante.



E bailo algures, sozinha.



Não sei de onde brota

A música longínqua que sinto.

Estou suspensa no infinito

E danço

Num solitário compasso

Em silêncio

No imenso palco do globo



Movem-se meus passos

Na vacuidade do abismo

Deslaçada de tudo

Derivo

Entre imaginárias notas

Ou gotas

Amargas como absinto.

Eu, habituada ao fulgor

Do sol nas ondas

Ao doce reverbero nos grãos

De areia nas dunas

Sou concha que rebola

Na rebentação de uma praia

Onde o coração do mar

Está retraído, distante.



E bailo algures, sozinha.



EU, QUE SOU FILHA DAS ONDAS,
GRITOS DE MARÉS,
GAIVOTAS
EM VOOS RASANTES,
ESPUMAS,


A POUCO E POUCO ME ENTERRO


NOS NUS AREAIS
EM BRUMAS.


NOS MEUS OLHOS VAI MORRENDO
A LUZ QUE DELES DIZIAS...


A POUCO E POUCO ME PERCO
BUSCANDO TUAS MÃOS
SE VOLTO
TRAZENDO AS MINHAS VAZIAS.



DIVAGA
MINH'ALMA
NA NOITE
TÃO LONGA
TÃO CHEIA
DE AUSÊNCIA
ANSIOSA
INSANA
SEM RAZÃO
SEM CAUSA
SEM NADA
A NÃO SER
LOUCURA
SONHADA
NÃO PERMITIDA
MOENDO
A ACORDADA

DOLORIDA
CHAMA ACESA


DIVAGA
MINH'ALMA
NA NOITE
TÃO LONGA
TÃO CHEIA
DE AUSÊNCIA
ANSIOSA
INSANA
SEM RAZÃO
SEM CAUSA
SEM NADA
A NÃO SER
LOUCURA
INCONSUMADA
SONHADA
NÃO PERMITIDA
MOENDO
A ACORDADA

DOLORIDA
CHAMA ACESA


Diante de ti
estremeço
no espelho de água
me mostro
nua perante teu rosto
vê-me teu olhar por dentro
tremendo
revivo o momento
em que te sei e te sinto
tremendo
avassala-me o desejo
não escondo
sou eu a água do espelho
diante de ti
revelado
tão louca que não aguento
Resistir-te
E por isso
assopro a água do espelho

omito-me
tremeluzindo






A noite canta
Na chuva
No céu bailam
Em fulgor
Fogosos lumes
Em flor
No negrume
A trovoada
Grita
O vento assobia
Nós dois
Fazemos amor
No aconchego
Da cama
Experimento
O teu sabor
E sinto-me arder
Em sol
E sinto-me leve
Voar
Na onda
Do teu prazer!

Assombro!

Em contraponto,
Terna é a noite
De amor!



A VIDA


Efémera borboleta

mal saída do casulo

ameaça despedida



quem aventurar detê-la
olhe-a de frente na hora



efémera borboleta

mal saída do casulo

ameaça bater asa



veja como é maligna
a cobiça e a soberba
só a Alma se eleva
só Amor redime e salva



a vida é efémera

borboleta, mal volteia

já toca à despedida


todo o bem traz em si mesma
não levamos dela nada


é rota

mágica estrela

erguida



sofremos cada escama
da breve asa ligeira

FECHO OS OLHOS


E VEJO MAR, E SINTO MAR...
SALGADO-DOCE
ASSUSTADORA ATRACÇÃO
QUE NOS AFOGA NUM SORRISO

SENDO PULSANTE VIDA

PROFUNDA TRANSPARÊNCIA
REFLEXO DO CÉU
FRÉMITO
ESCURO-SORRISO

PRINCÍPIO E FIM

CALMARIA E ABISMO
FONTE DO SONHO
NOITE-MANHÃ!





CADA VEZ MAIS




TE VEJO MAR, TE SINTO MAR!
SOU DE NOVO A MENINA ABSORTA
CAMINHANDO HORAS ESQUECIDA
DE SI-MESMA, QUE SONHAVA...

...jÁ QUASE SE FOI, A PRAIA!

MAS VIVE AINDA A MENINA
TEMEROSA E FASCINADA,
OLHAR ALÉM - TÃO PERDIDA
DE SI-MESMA, QUE SONHAVA...

SOL VIBRANTE NO MEU ROSTO
CABELOS SOLTOS NO VENTO
FASCÍNO
TERNURA
MEDO!


FECHO OS OLHOS


E VEJO MAR, E SINTO MAR...
SALGADO-DOCE
ASSUSTADORA ATRACÇÃO
QUE NOS AFOGA NUM SORRISO

SENDO PULSANTE VIDA

PROFUNDA TRANSPARÊNCIA
REFLEXO DO CÉU
FRÉMITO
ESCURO-SORRISO

PRINCÍPIO E FIM

CALMARIA E ABISMO
FONTE DO SONHO
NOITE-MANHÃ!





CADA VEZ MAIS




TE VEJO MAR, TE SINTO MAR!
SOU DE NOVO A MENINA ABSORTA
CAMINHANDO HORAS ESQUECIDA
DE SI-MESMA, QUE SONHAVA...

...JÁ QUASE SE FOI, A PRAIA!

MAS VIVE AINDA A MENINA
TEMEROSA E FASCINADA,
OLHAR ALÉM - TÃO PERDIDA
DE SI-MESMA, QUE SONHAVA...

SOL VIBRANTE NO MEU ROSTO
CABELOS SOLTOS NO VENTO
FASCÍNO
TERNURA
MEDO!