Abro todas as janelas
voam no ar as cortinas
neste tépido outono
de tanto sol e ar morno
perto e ainda tão puro
além o azul do Tejo
em cinza adormece o dia
mas não adormece a idéia
que em doces sonhos me embala
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Nem o mar soa
nos búzios de meus dias!
sinal de quietas ondas
sinal de suaves brisas!
nada nem ninguém me chama
olha-me e vale-me,
gritam!
Gritam-me quando aflittos
os marinheiros
das marés vidas
nos dias em que não
recolhem as redes plenas
de olorosas maresias!
Que a vossa bonança dure,
Que me pendam
pequeninas e vazias
as mãos que vos estendo quando
em vossos ais, penas minhas!
Melhor sol vos trate as agonias
em
meu merecido crepúsculo
de lírios, sem ouro,
roxo entardecer calmo
repousando inocentes
minhas conchas vazias
tão fartas de repouso e sono!
Queimados em só dor meus dias!
nos búzios de meus dias!
sinal de quietas ondas
sinal de suaves brisas!
nada nem ninguém me chama
olha-me e vale-me,
gritam!
Gritam-me quando aflittos
os marinheiros
das marés vidas
nos dias em que não
recolhem as redes plenas
de olorosas maresias!
Que a vossa bonança dure,
Que me pendam
pequeninas e vazias
as mãos que vos estendo quando
em vossos ais, penas minhas!
Melhor sol vos trate as agonias
em
meu merecido crepúsculo
de lírios, sem ouro,
roxo entardecer calmo
repousando inocentes
minhas conchas vazias
tão fartas de repouso e sono!
Queimados em só dor meus dias!
DOCE LOUCURA, A DO POETA
AH, SUSPIROS QUE O VENTO LEVA,
VOAM NA CRISTA DA ONDA!
(QUE OS LEVE O SOL, QUE OS TRAGA A LUA),
DALI, DONDE NEM BRILHAM AS CONSTELAÇÕES
PARA ONDE A TERRA É DE OUTRAS ROCHAS
E SE MOVEM NOVAS ÁGUAS!
AH, PODER DIZER O INDIZÍVEL A QUEM TUDO É PERCEPTÍVEL!
ALMA PARA ALÉM DO QUE A ALMA SENTE,
SER POETA É SER DIFERENTE!
SUSPIRAR LEVE, LOUCO, ETÍLICO!
DEIXAR FLUIR, CORRER, ATRAVESSAR O VASIO,
TÃO CHEIO DE LOUCO AMOR!
DEIXA FLUIR TEU SER DE ALMA-FLOR,
TEU TRESLOUCADO DESEJO DE AMOR!
DEIXA IR, INSINUAR, SEGREDAR, DESVENDAR...
DOCE LOUCURA A DO POETA:
SER LÚCIDO, INQUIETA ALMA!
AH, SUSPIROS QUE O VENTO LEVA,
VOAM NA CRISTA DA ONDA!
(QUE OS LEVE O SOL, QUE OS TRAGA A LUA),
DALI, DONDE NEM BRILHAM AS CONSTELAÇÕES
PARA ONDE A TERRA É DE OUTRAS ROCHAS
E SE MOVEM NOVAS ÁGUAS!
AH, PODER DIZER O INDIZÍVEL A QUEM TUDO É PERCEPTÍVEL!
ALMA PARA ALÉM DO QUE A ALMA SENTE,
SER POETA É SER DIFERENTE!
SUSPIRAR LEVE, LOUCO, ETÍLICO!
DEIXAR FLUIR, CORRER, ATRAVESSAR O VASIO,
TÃO CHEIO DE LOUCO AMOR!
DEIXA FLUIR TEU SER DE ALMA-FLOR,
TEU TRESLOUCADO DESEJO DE AMOR!
DEIXA IR, INSINUAR, SEGREDAR, DESVENDAR...
DOCE LOUCURA A DO POETA:
SER LÚCIDO, INQUIETA ALMA!
QUANDO A RAZÃO SE TRANSCENDE
E O POETA SE ENTENDE
(NO QUE ESCREVE SE DESNUDA)
MAIS DO QUE A RAZÃO ENTENDE
O CORAÇÃO QUE SE INFLAMA
AH, HÁ TANTOS CORAÇÕES
NA TELA DO MONITOR!
TANTAS MENSAGENS DE AMOR!
CONVIDAS-ME A TRANSGREDIR:
IR NO TEU SONHO A SORRIR,
CUPIDO SEM SETA!
...QUE SE INQUIETA
EM RUBRA LUZ,
SE ILUMINA!
E O POETA SE ENTENDE
(NO QUE ESCREVE SE DESNUDA)
MAIS DO QUE A RAZÃO ENTENDE
O CORAÇÃO QUE SE INFLAMA
AH, HÁ TANTOS CORAÇÕES
NA TELA DO MONITOR!
TANTAS MENSAGENS DE AMOR!
CONVIDAS-ME A TRANSGREDIR:
IR NO TEU SONHO A SORRIR,
CUPIDO SEM SETA!
...QUE SE INQUIETA
EM RUBRA LUZ,
SE ILUMINA!
ENTERNECIDA!
MARIA ENCANTADA
ESCUTA
E TENTA
ELEVAR A TUA ALMA!
MARIA AMA
O TEU SORRISO
E NÃO QUER PERDÊ-LO,
ESCONDIDO
MARIA VELA
E REZARIA
POR TI
SE NÃO FOSSE TER DE DEUS
UMA IDÉIA
MAIOR!
CÁ DENTRO
CREIO NELE TANTO
QUE SE FOR SUPER-HUMANO
ESCUTARÁ
QUANDO
O MEU CORAÇÃO
EM AFLIÇÃO
DESEJA O BEM
DAQUELE
CORAÇÃO
QUE AMO!
MARIA ENCANTADA
ESCUTA
E TENTA
ELEVAR A TUA ALMA!
MARIA AMA
O TEU SORRISO
E NÃO QUER PERDÊ-LO,
ESCONDIDO
MARIA VELA
E REZARIA
POR TI
SE NÃO FOSSE TER DE DEUS
UMA IDÉIA
MAIOR!
CÁ DENTRO
CREIO NELE TANTO
QUE SE FOR SUPER-HUMANO
ESCUTARÁ
QUANDO
O MEU CORAÇÃO
EM AFLIÇÃO
DESEJA O BEM
DAQUELE
CORAÇÃO
QUE AMO!
AQUI
VOU NAVEGANDO
QUIETA INQUIETA
FRÁGIL
O MEU BARCO FEITO
DE MAR E DE NEVOEIRO
EM BUSCA DE MIM FAROLEIRO
QUE LUZ NA NOITE E VIGIA
SONHANDO
MEU RUMO QUER
O INFINITO ALÉM
Ó ESTRELA
MAS NÃO MAIS QUE
NA BEIRA DA PRAIA
MENINA
PROCURO VER O QUE OLHAR
E ENTENDER QUANTO ALÉM SOA
ESCOLHER QUANTO A MARÉ TRAGA
PARA TRAGAR-ME
DESVALIDA DE DESATENTA
NA GARRA FRIA DA ONDA.
VOU NAVEGANDO
QUIETA INQUIETA
FRÁGIL
O MEU BARCO FEITO
DE MAR E DE NEVOEIRO
EM BUSCA DE MIM FAROLEIRO
QUE LUZ NA NOITE E VIGIA
SONHANDO
MEU RUMO QUER
O INFINITO ALÉM
Ó ESTRELA
MAS NÃO MAIS QUE
NA BEIRA DA PRAIA
MENINA
PROCURO VER O QUE OLHAR
E ENTENDER QUANTO ALÉM SOA
ESCOLHER QUANTO A MARÉ TRAGA
PARA TRAGAR-ME
DESVALIDA DE DESATENTA
NA GARRA FRIA DA ONDA.
O meu inteiro amar o amor
todo o poema é feito de alma
na tela
na torre que se ergue ao céu
na figura descoberta
tirado o excesso de pedra
de madeira que a escondia
todo o poema é voz
que vivia escondida
e se lança irreprimível
solta canta canta e voa
da mão da voz
poeta sofredor
sê o instrumento
da poesia flama!
todo o poema é feito de alma
na tela
na torre que se ergue ao céu
na figura descoberta
tirado o excesso de pedra
de madeira que a escondia
todo o poema é voz
que vivia escondida
e se lança irreprimível
solta canta canta e voa
da mão da voz
poeta sofredor
sê o instrumento
da poesia flama!
DE PLENAS ASAS ABERTAS,
TENTO DESVENDAR O FIO
DO LABIRINTO DA VIDA
QUE CORRO E PROCURO AINDA
LABIRINTO TORTUOSO,
DE VOLUTAS DE BÚZIO
ONDE NÃO SOA O MAR,
MAS O CHORO E O RISO.
O GRITO DE ANGÚSTIA NO PEITO.
A ESPERANÇA DESESPERADA
DE VER E DE IR MAIS ALÉM...
PORQUÊ? PARA QUÊ?
- NÃO SEI!
É UMA ÂNSIA QUE TRANBORDA
DE MIM, ULTRA CONSCIÊNCIA.
ETERNA VONTADE DE SABER.
ETERNO PERGUNTAR-ME.
QUERER DESCOBRIR.
SEDE IMENSA.
ONDE ACABARÁ A ESPIRAL
DO MEU PENAR, CONSTANTE DOR
QUE SORRI NOS MEUS LÁBIOS
E CHORA NOS MEUS OLHOS?
- DIZ-ME, ALADO EMBAIXADOR,
QUE SOBRE O LABIRINTO
DA MINHA VIDA
PLANAS?
TENTO DESVENDAR O FIO
DO LABIRINTO DA VIDA
QUE CORRO E PROCURO AINDA
LABIRINTO TORTUOSO,
DE VOLUTAS DE BÚZIO
ONDE NÃO SOA O MAR,
MAS O CHORO E O RISO.
O GRITO DE ANGÚSTIA NO PEITO.
A ESPERANÇA DESESPERADA
DE VER E DE IR MAIS ALÉM...
PORQUÊ? PARA QUÊ?
- NÃO SEI!
É UMA ÂNSIA QUE TRANBORDA
DE MIM, ULTRA CONSCIÊNCIA.
ETERNA VONTADE DE SABER.
ETERNO PERGUNTAR-ME.
QUERER DESCOBRIR.
SEDE IMENSA.
ONDE ACABARÁ A ESPIRAL
DO MEU PENAR, CONSTANTE DOR
QUE SORRI NOS MEUS LÁBIOS
E CHORA NOS MEUS OLHOS?
- DIZ-ME, ALADO EMBAIXADOR,
QUE SOBRE O LABIRINTO
DA MINHA VIDA
PLANAS?
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