terça-feira, fevereiro 03, 2004

Fazer minha a liberdade







Sou livre!



Tão livre

como um vento quieto,

um mar de calmaria,

um pardal ferido à fisga,

um pássaro de asas cortadas!



O meu pensamento é que voa,

não pára!



Não me aquieto nunca,

sou e vou

ligeireza,

sou e vou

de busca em busca:



Tanta, tanta pergunta!



Voo na mata cerrada

atrás de uma borboleta

ora sigo-a,

ora perco-a



ela, seguindo o perfume que a chama



e eu, cega, na erva

tropeço, enleio-me confusa

mas desistir...



não, nunca!

Por mais que doa!



Há uma asa qualquer

que dentro de mim se agita

e me impele e me grita



voa!





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