segunda-feira, fevereiro 02, 2004

PALAVRA POR INVENTAR



Não há horizonte que baste
para o belo que procuro
essa luz atrás do escuro




a que me leva adiante



nenhum vento me detenha
que a força que me leva
esta asa branca que voa
adentro da minha alma
e que almeja só pureza,



viverá enquanto eu viva.


Sei que sou nada, sou terra,
pequena erva daninha,
meu olhar ao sol se eleva,
alta ânsia é a minha



urgente constante procura
pela paz que se adivinha
além de aonde se chega
se quer ir além ainda



Chamem-lhe Alma, Deus, Loucura!




Chamem-me doida varrida
Nada do É me interessa,
quero algo de além vida.



Não há tempo que me chegue



para o querer que procuro.
Para um luzir tão puro
no meu íntimo universo...



Quero subir, crescer, voar
além da própria beleza,
além de alguma certeza

... palavra por inventar.


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