TU
Tu, que cheiras a estrume
e a terra molhada;
tu, em cujos dedos
o pó negro se entranhou;
tu, de sorriso amargo
e de olhos tristes;
tu, que nem mesmo desistes
quando o ano é mau
e a colheita se perde;
tu que amas a terra
a paz e a família
(em que descarregas o fel
que no chão bebeste);
tu, cujos filhos
choram se te vêem,
te amam a medo;
tu, cuja mulher
é o fardo de tudo,
até das pancadas,
TU!
tambéns tens direito
à vida
a uma vida justa!
basta desta luta
obscura e desigual
entre o Homem e os elementos
Vamos,
reflecte e escolhe
com esperança no futuro!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário